Bonito (MS) em 5 dias: flutuação em rios de água cristalina
Cinco dias em Bonito com os melhores passeios de flutuação, grutas e cachoeiras: Rio da Prata, Gruta do Lago Azul, Boca da Onça e Buraco das Araras. Explica como funciona o sistema de vouchers (que obriga a reservar com antecedência), os preços reais de cada atrativo e como montar os dias sem estourar o orçamento.
🗺️ Mapa do roteiro
Dia 1 – Chegada e Balneário Municipal
Entenda o sistema antes de chegar: em Bonito, todos os atrativos funcionam por voucher com data e horário marcados, comprados em agências credenciadas. Não existe "chegar e entrar". Os passeios mais concorridos esgotam com semanas de antecedência na alta temporada, então reserve antes de viajar.
Os acessos mais comuns são pelo aeroporto de Campo Grande (300 km, cerca de 4 horas de carro) ou pelo aeroporto local de Bonito, com voos mais caros e limitados.
Para a tarde de chegada, o Balneário Municipal é a melhor pedida: é um dos atrativos mais baratos (cerca de R$ 60) e fica a 7 km do centro. O Rio Formoso forma ali uma piscina natural de água azul-esverdeada, cercada de árvores, com peixes por toda parte. Tem estrutura de vestiário, restaurante e área de churrasco.
À noite, jante na Rua Coronel Pilad Rebuá, a via principal, onde ficam as agências e os restaurantes.
Os acessos mais comuns são pelo aeroporto de Campo Grande (300 km, cerca de 4 horas de carro) ou pelo aeroporto local de Bonito, com voos mais caros e limitados.
Para a tarde de chegada, o Balneário Municipal é a melhor pedida: é um dos atrativos mais baratos (cerca de R$ 60) e fica a 7 km do centro. O Rio Formoso forma ali uma piscina natural de água azul-esverdeada, cercada de árvores, com peixes por toda parte. Tem estrutura de vestiário, restaurante e área de churrasco.
À noite, jante na Rua Coronel Pilad Rebuá, a via principal, onde ficam as agências e os restaurantes.
Dia 2 – Rio da Prata e Buraco das Araras
A flutuação no Rio da Prata é o passeio mais famoso de Bonito e, para muitos, o melhor. Começa com uma caminhada de 20 minutos por dentro da mata ciliar até a nascente do Rio Olho D'Água. De lá você entra na água com roupa de neoprene, colete e snorkel, e simplesmente se deixa levar pela correnteza por cerca de 2 km.
A visibilidade passa dos 50 metros. Você flutua sobre cardumes de piraputangas, dourados e curimbatás que nadam a centímetros do seu rosto, sem qualquer receio. Em alguns pontos dá para ver a água brotando do fundo de areia.
O passeio dura cerca de 4 horas com o almoço incluso na fazenda e custa em torno de R$ 350.
À tarde, pare no Buraco das Araras, a caminho de volta. É uma dolina de 100 metros de profundidade e 500 metros de diâmetro onde vivem dezenas de araras-vermelhas. O passeio é uma caminhada leve por dois mirantes e leva 1 hora. Vá no fim da tarde, quando as araras voltam para dormir.
A visibilidade passa dos 50 metros. Você flutua sobre cardumes de piraputangas, dourados e curimbatás que nadam a centímetros do seu rosto, sem qualquer receio. Em alguns pontos dá para ver a água brotando do fundo de areia.
O passeio dura cerca de 4 horas com o almoço incluso na fazenda e custa em torno de R$ 350.
À tarde, pare no Buraco das Araras, a caminho de volta. É uma dolina de 100 metros de profundidade e 500 metros de diâmetro onde vivem dezenas de araras-vermelhas. O passeio é uma caminhada leve por dois mirantes e leva 1 hora. Vá no fim da tarde, quando as araras voltam para dormir.
Dia 3 – Gruta do Lago Azul e Lagoa Misteriosa
A Gruta do Lago Azul é o símbolo de Bonito e Monumento Natural desde 1978. A descida são 300 degraus irregulares até uma caverna de 100 metros de profundidade, onde há um lago de um azul intenso e ainda sem fundo conhecido — mergulhos já chegaram a 90 metros sem encontrá-lo.
O fenômeno da luz acontece entre setembro e fevereiro, quando os raios de sol entram pela abertura entre 7h e 9h e fazem a água brilhar em azul-safira. Fora desse período a gruta continua bonita, mas o efeito é mais discreto. Custa cerca de R$ 130 e dura 2 horas. Não é permitido entrar na água.
À tarde, a Lagoa Misteriosa é uma dolina inundada onde dá para fazer flutuação (R$ 180) ou mergulho autônomo para credenciados. A profundidade máxima também nunca foi determinada — passa dos 220 metros.
Quem tem experiência e disposição pode trocar essa tarde pelo Abismo Anhumas: um rapel de 72 metros dentro de uma caverna, com flutuação ou mergulho num lago de águas cristalinas. É o passeio mais caro da região (acima de R$ 900) e exige teste de rapel na véspera.
O fenômeno da luz acontece entre setembro e fevereiro, quando os raios de sol entram pela abertura entre 7h e 9h e fazem a água brilhar em azul-safira. Fora desse período a gruta continua bonita, mas o efeito é mais discreto. Custa cerca de R$ 130 e dura 2 horas. Não é permitido entrar na água.
À tarde, a Lagoa Misteriosa é uma dolina inundada onde dá para fazer flutuação (R$ 180) ou mergulho autônomo para credenciados. A profundidade máxima também nunca foi determinada — passa dos 220 metros.
Quem tem experiência e disposição pode trocar essa tarde pelo Abismo Anhumas: um rapel de 72 metros dentro de uma caverna, com flutuação ou mergulho num lago de águas cristalinas. É o passeio mais caro da região (acima de R$ 900) e exige teste de rapel na véspera.
Dia 4 – Boca da Onça: a maior cachoeira do estado
Dia inteiro na Boca da Onça, a 55 km de Bonito. A trilha tem cerca de 4 km e passa por 11 cachoeiras, terminando na queda principal, com 156 metros — a mais alta do Mato Grosso do Sul.
O percurso é bem estruturado, com escadas e passarelas de madeira, mas exige preparo: são muitos degraus na volta. Ao longo do caminho há várias piscinas naturais para banho, e o almoço está incluso no valor (cerca de R$ 320).
O opcional mais procurado é o rapel de 90 metros na parede da cachoeira. É feito com equipamento profissional e instrutores, e custa à parte (por volta de R$ 400). Mesmo quem não faz o rapel assiste de perto.
Alternativa mais leve: se você preferir um dia calmo, troque pela flutuação no Rio Sucuri, que é mais curta (900 metros), mais barata e tem águas igualmente transparentes — considerada por muitos a mais bonita depois do Rio da Prata.
O percurso é bem estruturado, com escadas e passarelas de madeira, mas exige preparo: são muitos degraus na volta. Ao longo do caminho há várias piscinas naturais para banho, e o almoço está incluso no valor (cerca de R$ 320).
O opcional mais procurado é o rapel de 90 metros na parede da cachoeira. É feito com equipamento profissional e instrutores, e custa à parte (por volta de R$ 400). Mesmo quem não faz o rapel assiste de perto.
Alternativa mais leve: se você preferir um dia calmo, troque pela flutuação no Rio Sucuri, que é mais curta (900 metros), mais barata e tem águas igualmente transparentes — considerada por muitos a mais bonita depois do Rio da Prata.
Dia 5 – Estância Mimosa e volta
Para o último dia, a Estância Mimosa é uma escolha equilibrada: 8 cachoeiras num percurso de 2 km em ritmo tranquilo, com trilhas curtas e várias paradas para banho. Uma delas tem um pequeno tobogã natural e outra permite pular de uma plataforma. A fazenda serve um almoço caseiro farto e recebe bem quem viaja com crianças.
O passeio dura cerca de 5 horas e custa por volta de R$ 250, com almoço.
No caminho de volta ao centro, pare para comprar lembranças e prove o sorvete de bocaiuva, fruta típica do cerrado sul-mato-grossense.
Dicas finais: a melhor época para as águas cristalinas é a seca, de maio a setembro — na chuva os rios podem ficar turvos e alguns passeios são suspensos. Reserve tudo com antecedência e distribua os passeios caros ao longo dos dias, porque Bonito é um dos destinos mais caros do Brasil em custo por atrativo.
O passeio dura cerca de 5 horas e custa por volta de R$ 250, com almoço.
No caminho de volta ao centro, pare para comprar lembranças e prove o sorvete de bocaiuva, fruta típica do cerrado sul-mato-grossense.
Dicas finais: a melhor época para as águas cristalinas é a seca, de maio a setembro — na chuva os rios podem ficar turvos e alguns passeios são suspensos. Reserve tudo com antecedência e distribua os passeios caros ao longo dos dias, porque Bonito é um dos destinos mais caros do Brasil em custo por atrativo.
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