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Florianópolis em 6 dias: as duas caras da Ilha da Magia

Florianópolis, Santa Catarina 6 dia(s) Praia R$ 3.000,00
Avatar de Olimpia Mariapor Olimpia Maria11/09/20260 visualizações
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Foto de capa do roteiro Florianópolis em 6 dias: as duas caras da Ilha da Magia

Seis dias em Floripa pra você entender a lógica da ilha: norte estruturado, leste jovem, sul preservado e oeste histórico. Tem a trilha da Lagoinha do Leste, o pôr do sol na Lagoa da Conceição, as ostras de Ribeirão da Ilha e aquele papo que quase ninguém dá antes: o bairro onde você fica muda completamente a viagem.

Mapa do roteiro

Dia 1 – Chegada e centro histórico

Florianópolis tem 42 praias espalhadas por uma ilha de 54 km de extensão, então a primeira decisão da sua viagem é onde ficar. Atravessar a ilha leva tempo: no verão, o trânsito entre norte e sul pode passar de 1h30.

Pra vc se localizar rápido: o norte (Jurerê, Canasvieiras, Ingleses) tem mar calmo e mais estrutura, bom pra família; o leste (Lagoa, Mole, Joaquina) concentra o público jovem e as onda; o sul (Campeche, Armação, Pântano do Sul) é mais preservado e tranquilo; e o oeste (centro, Santo Antônio de Lisboa) é a parte historica, de frente pra baía.

No primeiro dia, fica pelo centro. O Mercado Público, de 1898, é ótimo pra almoçar e provar um pastel de camarão com cerveja. Do lado ficam a Praça XV, com a figueira centenária, e a Catedral Metropolitana.

No fim de tarde, atravessa até Santo Antônio de Lisboa, um vilarejo açoriano de casario colorido, e vê o sol se pôr sobre a baía. É um dos fins de tarde mais bonito da ilha, e vc logo entende pq.

Dia 2 – Lagoa da Conceição e praias do leste

A Lagoa da Conceição é o coração da ilha: uma laguna de água salobra cercada de morros, com o centrinho mais movimentado de Floripa. Vc pode alugar stand up paddle, caiaque ou pegar o barco até a Costa da Lagoa.

Falando nela: a Costa da Lagoa merece o seu tempo. É uma comunidade de pescadores sem acesso por carro, vc chega só de barco (cerca de 30 minutos) ou por trilha. Os restaurantes de frutos do mar à beira d'água são um dos programa mais gostoso da ilha, daqueles em que o almoço vira tarde inteira sem vc perceber.

À tarde, segue pras praias do leste. A Praia Mole tem mar forte e é point de surfe e paraglider. A Joaquina, ali do lado, é famosa pelas dunas onde rola sandboard, vc aluga a prancha na hora, por volta de R$ 20 a R$ 30.

Pra fechar, sobe ao Mirante da Lagoa, na estrada que vem do centro, e vê a laguna inteira mudando de cor no entardecer. É um daqueles lugares em que todo mundo para o carro pra foto, e com razão.

Dia 3 – Norte da ilha: Jurerê, Daniela e Ingleses

No norte ficam as águas mais calma e quente da ilha, pq a região é protegida do mar aberto. Se vc viaja com crianças, o seu lugar é aqui.

Jurerê se divide em dois mundos: Jurerê Tradicional, residencial e familiar, e Jurerê Internacional, com os beach clubs badalados e caros. Ao lado, a Praia da Daniela é rasa e mansa, quase uma piscina.

A Praia dos Ingleses é a mais estruturada do norte, cheia de hotel e comércio, se vc quer tudo resolvido na porta, é aqui. De lá sai uma trilha curta (cerca de 20 minutos) até a Praia Brava, já com bem mais onda.

Reserva um tempo pra Fortaleza de São José da Ponta Grossa, do século 18, restaurada e com vista aberta pro mar, é uma das três fortaleza que protegiam a ilha.

E se o dia tiver bonito, uma alternativa é o passeio de barco até a Ilha do Campeche, que sai de várias praias: a ilha tem numero de visitantes limitado por dia e a água é transparente.

Dia 4 – Trilha da Lagoinha do Leste

Muita gente considera a Lagoinha do Leste a praia mais bonita de Santa Catarina, e ela só é alcançada a pé ou de barco. Não existe estrada.

Vc tem duas trilhas à disposição. A do Matadeiro (que sai da Armação) tem cerca de 3,5 km por sentido, é a mais usada e leva de 1h a 1h30, com subidas moderada e vista pro mar quase o tempo todo. A do Pântano do Sul é mais curta (2,5 km), porém bem mais íngreme.

A praia é uma enseada entre morros, com uma lagoa de água doce logo atrás da faixa de areia. Não tem estrutura nenhuma, então leva toda a água e a comida que for consumir, e traz o seu lixo de volta, por favor.

Se organiza assim: sai cedo, usa calçado com aderência e leva pelo menos 2 litros de água por pessoa. No verão o sol pega forte na trilha e tem poucos trechos de sombra.

Quer um dia mais leve no lugar? Troca pela Praia do Santinho, onde ficam inscrições rupestres nas pedras, ou pela Barra da Lagoa, com a passarela suspensa e a trilha curta até a Prainha.

Dia 5 – Sul da ilha e ostras de Ribeirão

O sul é a parte mais preservada da ilha e ainda guarda o jeito açoriano. No Pântano do Sul, uma vila de pescadores, fica o restaurante Arante, conhecido pelos milhares de bilhete deixados pelos clientes nas paredes, vc vai querer deixar o seu também.

A Armação e a Praia do Matadeiro (10 minutos de caminhada) formam um conjunto bonito e tranquilo. Já a Praia da Solidão e a Naufragados são as mais isoladas: pra chegar a Naufragados, só trilha de 40 minutos ou barco, com um farol te esperando no fim.

À tarde, atravessa pra Ribeirão da Ilha, no oeste. O distrito responde por boa parte da produção nacional de ostra, e os restaurantes à beira da baía servem a ostra fresca, gratinada ou no vapor, com preços bem melhor do que em qualquer capital. Se vc gosta de frutos do mar, esse aqui é o seu dia.

O casario colonial açoriano e a Igreja Nossa Senhora da Lapa, de 1806, fazem do lugar o passeio mais fotogenico do fim de tarde na ilha.

Dia 6 – Última manhã e volta pra casa

Pra fechar a viagem, escolhe conforme o clima. Se tiver sol, vai pra Praia do Campeche: é grande, tem boa estrutura e fica perto do aeroporto. Se o tempo fechar, o Projeto Tamar de Florianópolis (na Barra da Lagoa) e o Museu Histórico de Santa Catarina, no Palácio Cruz e Sousa, são ótimas opções cobertas.

O aeroporto Hercílio Luz fica no sul da ilha, o que facilita a vida de quem ta no Campeche ou na região sul.

Sobre a época do ano: dezembro a março é o verão, com tudo aberto e muito movimento, é quando a ilha recebe grande fluxo de argentino e paulista, com preços altos e trânsito intenso. Abril, maio, outubro e novembro tem clima agradável, mar mais frio e a ilha bem mais vazia. Pra muita gente, essa é a melhor época de todas.

No inverno o mar fica gelado, mas as trilhas e o centro historico continuam ótimos, e os preços caem bastante. Se a sua praia é viajar sem multidão, vale considerar.

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