Gramado e Canela em 5 dias: serra gaúcha, vinhos e clima europeu
Gramado, Rio Grande do Sul · 5 dia(s)
· Orçamento: R$ 3.000,00 · por Wellington Barboza
Cinco dias na Serra Gaúcha combinando o charme de Gramado, as cachoeiras e cânions de Canela e um dia inteiro no Vale dos Vinhedos. O roteiro mostra o que realmente vale o ingresso entre as dezenas de atrações pagas da região, além de dicas de fondue, chocolate e da melhor época para ir.
Dia 1 – Chegada, Rua Coberta e Lago Negro
O acesso mais comum é pelo aeroporto de Porto Alegre, a 115 km — cerca de 2 horas de carro por uma estrada de serra bonita. Alugar carro compensa: as atrações ficam espalhadas entre Gramado, Canela e a região do vinho.
Comece pelo centro. A Rua Coberta é o coração de Gramado, um trecho de rua fechado com cobertura de vidro, cercado de cafés e restaurantes. Ao lado fica a Avenida Borges de Medeiros, a principal, com as lojas de chocolate artesanal que fizeram a fama da cidade — Prawer, Florybal e Lugano oferecem degustação.
À tarde, vá ao Lago Negro. As araucárias e os pedalinhos em forma de cisne compõem o cenário mais fotografado da cidade. A volta a pé no lago leva uns 30 minutos.
Jante um fondue, a tradição local. A maioria das casas serve o menu completo em três etapas: queijo, carne e chocolate.
Dia 2 – Mini Mundo, Rua Torta e as atrações de Gramado
Gramado tem dezenas de atrações pagas e é fácil gastar muito com ingressos. Vale escolher com critério.
O Mini Mundo é uma das mais consagradas: maquetes em escala 1:24 de construções europeias, com trens e ferrovias em funcionamento, num jardim muito bem cuidado. Agrada adultos e crianças (cerca de R$ 60).
A Rua Torta é uma via curta e sinuosa, com casinhas coloridas — uma parada rápida para fotos, sem custo.
Para o resto do dia, escolha conforme seu perfil: o Snowland é o único parque de neve indoor da América Latina, com pista de esqui e patinação (ingresso alto, acima de R$ 200); o Le Jardin Parque de Lavanda encanta quem gosta de jardins, especialmente entre novembro e janeiro, quando a lavanda floresce; e o GramadoZoo é bem avaliado por quem viaja com crianças.
No fim da tarde, o Mirante do Belvedere oferece a vista aberta do Vale do Quilombo.
Dia 3 – Canela: Cascata do Caracol e Parque da Ferradura
Canela fica a apenas 8 km de Gramado e concentra as atrações naturais da região.
A Cascata do Caracol tem 131 metros de queda e é o cartão-postal da serra. O mirante principal fica a poucos metros do estacionamento, mas quem tiver fôlego pode descer os 927 degraus até a base — a subida de volta é bem puxada. Há também um elevador panorâmico (pago à parte) e uma torre com vista de 360 graus.
O Parque da Ferradura é o mais impressionante e menos badalado: um cânion em formato de ferradura, com 420 metros de profundidade, onde o Rio Caí faz uma curva fechada. A trilha até os mirantes tem escadas e leva cerca de 1 hora ida e volta.
No centro de Canela, a Catedral de Pedra é imperdível. Construída em estilo gótico com pedra basáltica, tem 65 metros de altura e fica ainda mais bonita à noite, iluminada e com a fonte em frente.
Dia 4 – Vale dos Vinhedos: vinícolas e almoço italiano
Bate-volta obrigatório para quem gosta de vinho. O Vale dos Vinhedos fica em Bento Gonçalves, a cerca de 100 km de Gramado (1h40 de carro), e foi a primeira região brasileira a receber Denominação de Origem.
Monte o dia com duas ou três vinícolas, não mais — cada visita com degustação leva de 1h a 1h30. A Miolo é a mais estruturada e conhecida; a Casa Valduga oferece um tour completo com espumantes pelo método tradicional; e a Vinícola Aurora, em Bento, é a maior cooperativa do país.
Almoce em um restaurante de comida típica italiana da região, no estilo "galeto ao primo canto": massa, polenta, galeto e vinho colonial servidos à vontade.
Importante: se for dirigir, combine antes quem será o motorista da rodada. As degustações somam mais álcool do que parece, e a fiscalização na região é rigorosa. Uma alternativa é contratar um transfer com motorista para o dia.
Dia 5 – Compras, café colonial e volta
Reserve a manhã para o café colonial, uma instituição na serra. É uma mesa farta com dezenas de itens — pães, cucas, geleias caseiras, embutidos, queijos, tortas e chocolate quente. Casas tradicionais como a Bela Vista e a Colonial servem em ambientes com vista para o vale. Vá com fome: um café colonial substitui o almoço tranquilamente.
Depois, aproveite para as compras. Gramado é conhecida pelas malharias (a região do Planalto tem várias lojas de fábrica), pelos chocolates artesanais e pelos móveis de madeira.
Se ainda houver tempo antes da estrada, o Museu de Cera Dreamland e o Le Jardin ficam no caminho de saída.
Quando ir: o inverno (junho a agosto) é a alta temporada, com temperaturas que chegam perto de zero e clima de fondue. O Natal Luz, de outubro a janeiro, é o maior evento da cidade — lindo, mas com preços e lotação bem mais altos. Para economizar, prefira março, abril ou maio.
🎒 Lista de bagagem
Roupas
- ☐ Casaco pesado (essencial no inverno)
- ☐ Blusas em camadas
- ☐ Cachecol, touca e luvas
Diversos
- ☐ Guarda-chuva
- ☐ Bolsa térmica para trazer vinhos
- ☐ Espaço extra na mala para compras
Calçados
- ☐ Sapato fechado e confortável
Saúde
- ☐ Hidratante e protetor labial (o ar é seco)
- ☐ Protetor solar (mesmo no frio)
Documentos
- ☐ Ingressos comprados com antecedência
- ☐ CNH (se for alugar carro)
Eletrônicos