Pular para o conteúdo

Lisboa, Sintra e Cascais em 7 dias

Lisboa, Portugal 7 dia(s) Cultural R$ 9.500,00
Avatar de Olimpia Mariapor Olimpia Maria11/09/20260 visualizações
Imprimir / PDF
Foto de capa do roteiro Lisboa, Sintra e Cascais em 7 dias

Uma semana em Lisboa com dois bate-voltas que valem muito: Sintra e Cascais. Conto como a gente se virou com o cartão Navegante, por que o Palácio da Pena exige hora marcada (e esgota mesmo), o que vale a pena em Belém e onde comer sem cair em armadilha de turista.

Mapa do roteiro

Dia 1 – Chegada e Baixa Pombalina

A gente chegou pelo aeroporto Humberto Delgado, que fica dentro da cidade, coisa rara na Europa. Em 20 minutos de metrô (linha vermelha) já estavamos no centro. Logo na chegada, faz como nós e compra o cartão Navegante Ocasional: custa uns 0,50 € e nele vc carrega viagens avulsas ou o passe de 24h (por volta de 7 €), válido em metrô, ônibus, elétricos e até nos elevadores. Fez a gente economizar bastante.

O primeiro contato foi pela Baixa, o miolo reconstruído em ruas quadriculadas depois do terremoto de 1755. Descemos até a Praça do Comércio, aberta pro Tejo, e subimos a Rua Augusta até o Rossio, com parada no Arco da Rua Augusta, que tem mirante no topo.

O Elevador de Santa Justa, de 1902, liga a Baixa ao Chiado, mas a fila é longa e o bilhete, salgado. Fomos pelo caminho esperto: entramos pelo Largo do Carmo, lá em cima, e pagamos só o acesso ao miradouro. Mesma vista, bem menos fila.

À noite jantamos no Chiado (o Bairro Alto, vizinho, também funciona) e pedimos bacalhau à Brás. De sobremesa, pastel de nata ainda morno. Não tem como errar.

Dia 2 – Belém: Jerónimos, Torre e os pastéis

Belém fica a uns 20 minutos do centro no elétrico 15E e concentra os monumentos da época das Grandes Navegações. É daqueles lugares que parece cenário de tão arrumado.

O Mosteiro dos Jerónimos, do século 16, é Patrimônio Mundial e a cara do estilo manuelino. O claustro foi o que mais nos impressionou, chega na abertura, pq a fila cresce rápido. A igreja ao lado, onde estão os túmulos de Vasco da Gama e de Camões, entra de graça e tem fila separada.

A Torre de Belém, na beira do Tejo, era de onde partiam as naus. Por dentro é pequenininha, com escada em caracol estreita e fila lenta; confesso que a gente achou mais bonita por fora mesmo.

No caminho entre os dois fica o Padrão dos Descobrimentos, com mirante lá em cima.

A parada que ninguém dispensa é a Pastéis de Belém, que faz o pastel pela receita original do mosteiro desde 1837. A fila de balcão pra levar anda rápido; pra sentar e comer na hora, a espera é bem maior. A gente pegou pra viagem e comeu olhando o rio.

Se sobrar tempo, o MAAT tem uma arquitetura contemporanea linda à beira do Tejo.

Dia 3 – Alfama, Castelo e uma noite de fado

Alfama é o bairro mais antigo de Lisboa e o único que escapou quase inteiro do terremoto. É um labirinto de becos, escadarias e varal na janela, o programa aqui é se perder de propósito, sem pressa.

No ponto mais alto fica o Castelo de São Jorge, com muralhas onde da pra caminhar e a melhor vista da cidade com o Tejo ao fundo. Compra o bilhete online antes, pq a fila da bilheteria é chata.

Dois miradouros valem a subida: o de Santa Luzia, com azulejos e buganvílias, e o das Portas do Sol, colado nele.

O elétrico 28 atravessa Alfama e é uma atração por si só. Só que ele também é famoso pelos batedores de carteira, então vai com a bolsa na frente do corpo e, se puder, embarca no início da linha, em Martim Moniz, pra conseguir lugar sentado.

Fecha a noite numa casa de fado. As mais tradicionais ficam em Alfama e no Bairro Alto, e muitas cobram jantar com espetáculo. Reserva antes, pq as boas lotam, a gente quase ficou de fora.

Dia 4 – Sintra: Pena e Quinta da Regaleira

Sintra fica a 40 minutos de comboio saindo da estação do Rossio (uns 5 € ida e volta). Vai cedo, sério: é o passeio mais concorrido da região e a serra enche.

O Palácio da Pena, no alto, é aquele castelo colorido que aparece em toda foto. O bilhete Parque + Palácio custa 20 € pra adulto e da direito a um horário marcado de 30 minutos pra entrar na parte interna, e esses horários esgotam todo dia no verão. Compra online com antecedência, sem exceção. Quer economizar? O bilhete só do Parque sai por 10 € e já garante a vista externa do palácio, que na nossa opinião é a parte mais bonita.

A Quinta da Regaleira nos surpreendeu até mais que o Pena: um palacete neomanuelino com jardins cheios de simbolismo maçonico, grutas e o famoso Poço Iniciático, uma torre invertida de nove andares com escada em espiral. Funciona das 10h às 19h30 (a partir de abril), com ultima entrada às 17h30.

Entre os dois ainda tem o Castelo dos Mouros e o Palácio Nacional de Sintra. Nosso conselho: escolhe no máximo dois ou três atrativos no dia, pq as distancias e as filas comem mais tempo do que parece. O ônibus 434 faz o circuito entre eles.

Dia 5 – Cabo da Roca e Cascais

Do centro de Sintra, o ônibus 403 vai até o Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa continental. Tem um marco com versos de Camões e falésias que despencam quase 150 metros sobre o Atlantico. Venta MUITO e a temperatura cai bastante, leva casaco mesmo no verão, a gente passou frio de bobeira.

O mesmo ônibus segue pra Cascais, uma antiga vila de pescadores que virou balneário da nobreza portuguesa no século 19. O centro é pequeno, uma graça, e da pra fazer tudo a pé.

Vale o desvio até a Boca do Inferno, uma formação rochosa onde o mar entra com força numa gruta aberta, a uns 20 minutos de caminhada do centro, e até a Praia da Rainha, encaixadinha entre rochas no meio da vila.

A volta pra Lisboa é um presente: o comboio da linha de Cascais vai margeando o Tejo até a estação do Cais do Sodré, uns 40 minutos, num dos trechos de trem mais bonito do país. Faz esse trecho no fim da tarde, com o sol baixo.

Dia 6 – Miradouros, LX Factory e Time Out Market

Lisboa é a cidade dos miradouros, e a gente montou um circuito a pé: Senhora do Monte (o mais alto), Graça, São Pedro de Alcântara e Santa Catarina. Todos de graça, e cada um com um angulo diferente dos telhados vermelhos.

O LX Factory, embaixo da ponte 25 de Abril, é um antigo complexo industrial tomado por lojas de design, cafés e a livraria Ler Devagar, com uma estante de dois andares que impressiona. Aos domingos tem feira.

Perto dali, o Museu Nacional do Azulejo conta a história desse simbolo tão ligado a Portugal, e é bem menos visitado do que merecia.

Pra comer, o Time Out Market (o antigo Mercado da Ribeira), no Cais do Sodré, junta balcões de chefs portugueses famosos num salão só. É prático e gostoso, embora mais caro que os restaurantes de bairro. A gente foi uma vez pra conhecer e compensou os outros dias comendo em tascas.

Se preferir vista, o Parque Eduardo VII tem o mirante que emoldura a Avenida da Liberdade descendo até o rio.

Dia 7 – Compras, últimas voltas e retorno

Ultimo dia é dia de resolver pendência. A Avenida da Liberdade concentra as marcas de luxo; pra lojas de rua mais em conta, vai de Rua Augusta e Chiado.

Pra encher a mala: conservas portuguesas (as latinhas decoradas são ótimas lembranças), vinho do Porto, azeite, queijo da Serra e os sabonetes da Claus Porto ou da Confiança.

E algumas coisas que a gente aprendeu na pratica e vale passar adiante. Brasileiros não precisam de visto pra turismo de até 90 dias, mas confere as regras de entrada vigentes antes de viajar, pq a União Europeia vem implementando novos sistemas de registro pra viajantes isentos. Leva calçado com sola aderente: a calçada portuguesa é de pedra polida e vira sabão quando chove. E prepara as pernas, Lisboa tem sete colinas, com ladeira e escadaria pra todo lado; a boa noticia é que os elevadores e funiculares (Glória, Bica, Lavra) estão incluidos no passe diário.

Sobre época: abril, maio, setembro e outubro tem clima ameno e bem menos gente. Julho e agosto são quentes e lotados.

Lista de bagagem

0 de 14 itens ·

Marque o que já separou — seu progresso fica salvo apenas neste navegador.

Documentos

Diversos

Calçados

Roupas

Eletrônicos

Dinheiro

Galeria de fotos

Comentários (0)

Entre na sua conta para comentar.

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!