Maragogi e São Miguel dos Milagres em 5 dias
Cinco dias na Costa dos Corais alagoana do jeito que a gente viveu: as galés de Maragogi, as piscinas naturais de Japaratinga e o sossego da Rota Ecológica em São Miguel dos Milagres. Contamos por que o passeio às galés depende da tábua de marés, quanto custa cada travessia e a diferença real entre dormir em Maragogi ou na Rota.
Mapa do roteiro
Dia 1 – Chegada em Maceió e a estrada até Maragogi
A gente chegou pelo aeroporto Zumbi dos Palmares, em Maceió, que é a porta de entrada da região. Maragogi fica a 130 km ao norte, umas 2h de carro pela AL-101. Fomos de transfer compartilhado e pagamos na faixa de R$ 90 a R$ 130 por pessoa, tem várias empresa fazendo esse trajeto.
Se o seu voo chegar cedo, vale parar no caminho na Praia do Francês ou em Barra de São Miguel, as duas a menos de 40 km de Maceió. A gente passou direto pq queria aproveitar o fim de tarde em Maragogi, mas ficou aquela vontade de voltar.
Maragogi é o centro urbano da região: mais pousada, restaurante, agência, e é de lá que saem os catamarã pras galés. A orla central é gostosa pra caminhar no fim de tarde, vendo o mar mudar de cor.
O primeiro dia serviu pra uma coisa importante: reservar o passeio às galés. Ele só acontece no horário da maré baixa, e é isso que define a agenda dos dias seguintes. Então trata isso logo na chegada, como a gente fez, e o resto da viagem se encaixa sozinha.
Se o seu voo chegar cedo, vale parar no caminho na Praia do Francês ou em Barra de São Miguel, as duas a menos de 40 km de Maceió. A gente passou direto pq queria aproveitar o fim de tarde em Maragogi, mas ficou aquela vontade de voltar.
Maragogi é o centro urbano da região: mais pousada, restaurante, agência, e é de lá que saem os catamarã pras galés. A orla central é gostosa pra caminhar no fim de tarde, vendo o mar mudar de cor.
O primeiro dia serviu pra uma coisa importante: reservar o passeio às galés. Ele só acontece no horário da maré baixa, e é isso que define a agenda dos dias seguintes. Então trata isso logo na chegada, como a gente fez, e o resto da viagem se encaixa sozinha.
Dia 2 – Galés de Maragogi, o passeio que a gente mais esperava
Era o dia que a gente mais esperava, e não decepcionou. As galés são formações de corais a cerca de 6 km da costa, dentro da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais. Quando a maré baixa, viram piscinas naturais de água transparente no meio do mar aberto, com vários ponto onde da pé.
O catamarã leva cerca de 30 minutos até lá e o passeio todo dura de 3 a 4 horas. Pagamos entre R$ 100 e R$ 160 por pessoa, mais a taxa da APA. O tempo dentro das piscina é de aproximadamente 1 hora, passa voando, então aproveita cada minuto.
Aqui vai o ponto que muda tudo: o passeio SÓ sai na maré baixa, e o horário muda a cada dia. A gente consultou a tábua de marés antes de viajar e reservou com a agência com pelo menos um dia de antecedencia. Se der, tenta encaixar nas marés mais baixas do mês, as de lua cheia e lua nova, pq a experiência é bem melhor.
E uma coisa que a gente faz questão de repetir: não pisa nos corais, não usa protetor solar comum na água (só o biodegradavel, aplicado com antecedência) e não alimenta os peixes. A fiscalização na APA aumentou nos ultimos anos, e faz bem.
O catamarã leva cerca de 30 minutos até lá e o passeio todo dura de 3 a 4 horas. Pagamos entre R$ 100 e R$ 160 por pessoa, mais a taxa da APA. O tempo dentro das piscina é de aproximadamente 1 hora, passa voando, então aproveita cada minuto.
Aqui vai o ponto que muda tudo: o passeio SÓ sai na maré baixa, e o horário muda a cada dia. A gente consultou a tábua de marés antes de viajar e reservou com a agência com pelo menos um dia de antecedencia. Se der, tenta encaixar nas marés mais baixas do mês, as de lua cheia e lua nova, pq a experiência é bem melhor.
E uma coisa que a gente faz questão de repetir: não pisa nos corais, não usa protetor solar comum na água (só o biodegradavel, aplicado com antecedência) e não alimenta os peixes. A fiscalização na APA aumentou nos ultimos anos, e faz bem.
Dia 3 – Japaratinga e Praia de Antunes
Japaratinga fica a 15 km ao sul de Maragogi e foi a surpresa boa da viagem. Na maré baixa o mar recua centenas de metro, e a gente caminhou sobre bancos de areia com a água pela canela, cercado de piscinas naturais rasas. É um dos passeios mais bonito e menos badalado do litoral alagoano, pra casal então nem se fala.
O passeio de jangada até as piscinas locais sai por volta de R$ 50 a R$ 80 por pessoa.
No caminho entre Maragogi e Japaratinga fica a Praia de Antunes, de coqueiral e piscinas naturais pertinho da areia. Ótima opção pra quem não quer entrar em barco: da pra passar horas ali sem fazer nada, que foi basicamente o que a gente fez.
De tarde, sentamos num bar de praia com mesa na areia e ficamos até escurecer. A região é conhecida pelo peixe fresco e pela lagosta grelhada, geralmente com preço melhor do que nos destino mais turistico do Nordeste. Pra jantar a dois com o pé na areia, não tem erro.
O passeio de jangada até as piscinas locais sai por volta de R$ 50 a R$ 80 por pessoa.
No caminho entre Maragogi e Japaratinga fica a Praia de Antunes, de coqueiral e piscinas naturais pertinho da areia. Ótima opção pra quem não quer entrar em barco: da pra passar horas ali sem fazer nada, que foi basicamente o que a gente fez.
De tarde, sentamos num bar de praia com mesa na areia e ficamos até escurecer. A região é conhecida pelo peixe fresco e pela lagosta grelhada, geralmente com preço melhor do que nos destino mais turistico do Nordeste. Pra jantar a dois com o pé na areia, não tem erro.
Dia 4 – Rota Ecológica: São Miguel dos Milagres
A cerca de 50 km ao sul de Maragogi começa a Rota Ecológica, um trecho de estrada de terra e asfalto que liga Porto de Pedras a Passo de Camaragibe, passando por São Miguel dos Milagres. É o contraponto exato de Maragogi: sem prédio, sem agito, com pousadas de charme escondida no meio dos coqueirais. Foi ali que a viagem ganhou cara de lua de mel.
A Praia do Toque é a mais conhecida, com seus coqueiro deitados sobre a areia, piscinas naturais rasas e quase nenhuma estrutura. A Praia do Patacho, um pouco ao sul, aparece com frequencia em listas das praias mais bonita do Brasil, e a gente confirma que a fama faz sentido.
Dois passeios valem muito a pena por ali: o de jangada até as piscinas naturais de São Miguel e o de caiaque pelo mangue do Rio Tatuamunha, onde vive uma colonia de peixes-boi marinhos protegida pelo Projeto Peixe-Boi.
Se vc viaja em casal ou busca sossego, escuta o conselho de quem foi: considera dormir uma ou duas noite na Rota em vez de ficar todas em Maragogi. A gente se arrependeu de não ter ficado mais.
A Praia do Toque é a mais conhecida, com seus coqueiro deitados sobre a areia, piscinas naturais rasas e quase nenhuma estrutura. A Praia do Patacho, um pouco ao sul, aparece com frequencia em listas das praias mais bonita do Brasil, e a gente confirma que a fama faz sentido.
Dois passeios valem muito a pena por ali: o de jangada até as piscinas naturais de São Miguel e o de caiaque pelo mangue do Rio Tatuamunha, onde vive uma colonia de peixes-boi marinhos protegida pelo Projeto Peixe-Boi.
Se vc viaja em casal ou busca sossego, escuta o conselho de quem foi: considera dormir uma ou duas noite na Rota em vez de ficar todas em Maragogi. A gente se arrependeu de não ter ficado mais.
Dia 5 – Volta pra casa, com parada em Maceió
No caminho de volta ao aeroporto, a gente guardou um tempinho pra Maceió. A Praia de Pajuçara é famosa pelas jangada que levam às piscinas naturais formadas a cerca de 2 km da costa, de novo, só na maré baixa, por cerca de R$ 40 a R$ 60 por pessoa.
A orla de Ponta Verde e Jatiúca concentra os melhores restaurante da capital, boa pedida pro almoço de despedida. Se preferir cultura, o Museu Théo Brandão, de arte popular alagoana, fica no centro histórico.
Sobre quando ir: a melhor época vai de setembro a março, com sol firme e mar calmo. De abril a julho é o periodo mais chuvoso no litoral alagoano, e os passeios de barco são cancelados com mais frequência, seria uma pena perder as galés por causa disso.
E um aviso sincero sobre a Rota Ecológica: parte do percurso é de estrada de terra, com trechos que pioram depois da chuva. Carro baixo passa, mas devagar. Aplicativo de transporte praticamente não circula por lá, então programa traslado ou aluga carro. A gente fechou traslado e foi sossegado.
A orla de Ponta Verde e Jatiúca concentra os melhores restaurante da capital, boa pedida pro almoço de despedida. Se preferir cultura, o Museu Théo Brandão, de arte popular alagoana, fica no centro histórico.
Sobre quando ir: a melhor época vai de setembro a março, com sol firme e mar calmo. De abril a julho é o periodo mais chuvoso no litoral alagoano, e os passeios de barco são cancelados com mais frequência, seria uma pena perder as galés por causa disso.
E um aviso sincero sobre a Rota Ecológica: parte do percurso é de estrada de terra, com trechos que pioram depois da chuva. Carro baixo passa, mas devagar. Aplicativo de transporte praticamente não circula por lá, então programa traslado ou aluga carro. A gente fechou traslado e foi sossegado.
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