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Natal e Pipa em 6 dias: dunas, falésias e golfinhos

Natal, Rio Grande do Norte · 6 dia(s) · Orçamento: R$ 3.000,00 · por Olimpia Maria

Seis dias no Rio Grande do Norte com a família: o passeio de buggy pelas dunas de Genipabu, o mergulho nos parrachos de Maracajaú e as falésias de Pipa, onde os golfinhos aparecem quase todo dia. A gente explica a diferença entre buggy com e sem emoção, por que os passeios vivem na mão da maré e como dividimos os dias entre a capital e a vila.

Dia 1 – Chegada a Natal e pé na areia em Ponta Negra

Primeiro aviso de quem já chegou desprevenido: o aeroporto de São Gonçalo do Amarante fica a cerca de 35 km do centro de Natal, mais longe do que a maioria espera, uns 40 minutos de carro. De táxi ou aplicativo até Ponta Negra, o valor fica entre R$ 90 e R$ 130.

Ponta Negra é o bairro onde quase todo mundo se hospeda, e faz sentido: é a orla mais estruturada, com hoteis, restaurantes e um calçadão gostoso de caminhar. No fim da praia ta o Morro do Careca, a duna de 107 metros encostada no mar que virou simbolo da cidade. A subida é proibida há anos, pra conter a erosão, então o programa é olhar e fotografar mesmo, nada de escalar.

No fim da tarde, caminha pelo calçadão e janta na orla. A cozinha potiguar tem uma carne de sol com macaxeira que a gente repetiu mais de uma vez, além de camarão em várias preparações.

Aproveita a primeira noite pra fechar os passeios dos próximos dias com uma agência. Buggy, Maracajaú e o transfer pra Pipa costumam sair mais em conta comprados juntos, e com criança junto é um alívio deixar tudo acertado logo de cara.

Dia 2 – Buggy com (ou sem) emoção nas dunas de Genipabu

O passeio de buggy é o programa mais famoso do Rio Grande do Norte, e a fama é merecida. O trajeto clássico do litoral norte sai de Natal, atravessa o Rio Potengi de balsa e percorre as dunas de Genipabu, a Lagoa de Jacumã, a Lagoa de Pitangui e a Praia de Muriú.

Na hora de contratar, o bugueiro vai perguntar se vc quer o passeio com ou sem emoção. Com emoção quer dizer descidas rápidas nas dunas, curvas fechadas e manobras. É divertido pra muita gente, mas não recomendado pra crianças pequenas, gestantes e quem tem problema de coluna. A boa noticia é que da pra mudar de ideia no meio do caminho, a gente começou com emoção e pediu pra aliviar quando viu que tava demais pro nosso grupo.

Nas lagoas tem atividades pagas à parte: esquibunda (descer a duna de prancha até a água), aerobunda (tirolesa que termina na lagoa) e até passeio de dromedário em Genipabu, desses que rendem foto engraçada.

O passeio custa em torno de R$ 250 a R$ 400 por buggy, não por pessoa, com capacidade pra 4 passageiros. Contrata só bugueiros credenciados: eles tem identificação da associação e seguro, e isso importa quando vc ta no meio das dunas.

Dia 3 – Mergulho nos parrachos de Maracajaú

Os parrachos de Maracajaú são recifes de coral a cerca de 7 km da costa, num trecho que o pessoal gosta de chamar de Caribe brasileiro. Maracajaú fica a 60 km ao norte de Natal, mais ou menos 1h de carro.

O acesso é de catamarã ou lancha até a área dos recifes, onde vc fica ancorado em piscinas naturais de água morna e transparente. A atividade principal é o snorkel, com uma quantidade impressionante de peixes coloridos ao redor, foi o passeio que mais encantou a criançada. Muitos operadores oferecem também batismo de mergulho.

Agora, a parte que ninguém controla: tudo depende da maré baixa. A agenda muda diariamente por causa disso, e o passeio pode ser cancelado se o mar tiver agitado. Confirma o horário na véspera e encara o dia com flexibilidade.

O valor gira em torno de R$ 120 a R$ 200 por pessoa, já com colete e snorkel incluidos; o mergulho autonomo é cobrado à parte.

Na volta, a Praia de Jacumã e a de Muriú são boas paradas pra almoçar um peixe fresco com o pé na areia.

Dia 4 – Rumo a Pipa e os golfinhos da baía

Pipa fica a 85 km ao sul de Natal, cerca de 1h30 de carro. A vila era um povoado de pescadores e virou um dos destinos mais internacionais do Nordeste: restaurantes bons, vida noturna e um público misturado que da um astral diferente de tudo por ali.

A Baía dos Golfinhos é o lugar que deu fama à vila. Golfinhos-rotadores entram na enseada com frequência, principalmente pela manhã, e é comum ve-los do alto do mirante ou de dentro da água. Só que tem um detalhe que pega muita gente: o acesso pela praia só é possivel na maré baixa. Quando a maré sobe, o mar cobre as pedras e o caminho fica interditado. Confere a tábua de marés antes de descer, principalmente com criança.

Se quiser aumentar bastante a chance de ver os bicho, o passeio de barco que sai da Praia de Pipa (cerca de R$ 60 a R$ 100 por pessoa) vale o investimento, e ainda passa pelas falésias vermelhas, o outro simbolo da região.

À noite, os bares e restaurantes se concentram na Avenida Baía dos Golfinhos, a rua principal da vila.

Dia 5 – Praia do Amor, Chapadão e o Santuário Ecológico

A Praia do Amor deve o nome ao formato de coração que as ondas desenham quando vistas do alto. É a praia dos surfistas de Pipa, com ondas fortes e as falésias emoldurando a areia. O mirante no topo é o melhor ponto de foto da região, a gente subiu mais de uma vez.

O Chapadão é um platô aberto sobre as falésias, com vista pro litoral inteiro, e virou o lugar mais concorrido pro pôr do sol em Pipa. Chega com antecedência e leva algo pra beber, pq o entardecer ali é programa de ficar até o fim.

O Santuário Ecológico de Pipa é uma reserva particular com trilhas curtas e mirantes debruçados sobre o mar. É bem sinalizado, cobra um ingresso modesto e rende cerca de 2 horas de passeio leve, ótimo pra fazer com criança sem cansar ninguém.

Quem tiver folego sobrando pode esticar até a Praia do Madeiro, entre Pipa e Tibau do Sul: mar calmo, bom pra stand up paddle, e outro ponto onde os golfinhos costumam aparecer. O acesso é por uma escadaria longa ou de carro pela estrada.

Dia 6 – Pôr do sol na Lagoa de Guaraíras e a volta

No caminho de volta a Natal, a parada em Tibau do Sul vale ouro se o horário do voo permitir: o pôr do sol na Lagoa de Guaraíras é um dos mais bonito da região, com o sol descendo sobre a água e os barcos de pescadores atravessando o quadro.

Outras paradas possiveis, já mais perto de Natal, são a Praia de Cotovelo e a Barreira do Inferno.

Se sobrar tempo na capital, o Forte dos Reis Magos, na foz do Rio Potengi, é a construção mais antiga da cidade, de 1598, e tem um formato curioso de estrela de cinco pontas. O Parque das Dunas, com trilhas guiadas em mata atlantica, é uma boa pedida pra manhã.

Sobre a época da viagem: setembro a março é o periodo mais seco e ensolarado, ideal pros passeios de barco. De abril a julho chove mais no litoral potiguar, o que aumenta o risco de cancelamentos, a contrapartida é que os preços caem bastante.

E uma coisa que quase ninguém avisa: leva dinheiro em especie. Bugueiros, barqueiros e barracas de praia muitas vezes não aceitam cartão, e a gente viu gente passando aperto por causa disso.

Lista de bagagem

Documentos

Saúde

Diversos

Roupas

Calçados

Eletrônicos

Dinheiro

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