Ouro Preto, Mariana e Tiradentes em 5 dias
Cinco dias que a gente passou pelas cidades históricas de Minas: o barroco de Aleijadinho em Ouro Preto e Congonhas, as minas de ouro de Mariana e o charme de Tiradentes com o passeio de maria-fumaça. Contamos o que cada igreja tem de único, quais museus valem o ingresso e a comida mineira que sozinha já justifica a viagem — além das ladeiras, muitas ladeiras.
Mapa do roteiro
Dia 1 – Chegada em Ouro Preto e Praça Tiradentes
Ouro Preto fica a 100 km de Belo Horizonte, cerca de 1h40 pela BR-356. Foi a primeira cidade brasileira declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, em 1980, e a gente entende o motivo logo na primeira esquina.
Antes de tudo, um aviso que mudou a nossa viagem: a cidade é toda construída em ladeiras de pedra irregular, muitas bem íngreme. Calçado confortavel e com boa sola é obrigatório, e quem tem dificuldade de locomoção precisa planejar com calma. A gente subestimou a subida no primeiro dia e sentiu as panturrilha à noite.
Começamos pela Praça Tiradentes, o coração da cidade, onde fica o Museu da Inconfidência, instalado na antiga Casa de Câmara e Cadeia, guarda os restos mortais dos inconfidentes e objetos do periodo.
No entorno estão a Casa dos Contos, antiga fundição de ouro, e o Museu do Oratório. À noite, a iluminação amarela sobre as ruas de pedra deixa o centro historico com um clima que pede passeio sem destino, de mãos dadas. Foi o nosso fim de noite favorito da viagem.
Antes de tudo, um aviso que mudou a nossa viagem: a cidade é toda construída em ladeiras de pedra irregular, muitas bem íngreme. Calçado confortavel e com boa sola é obrigatório, e quem tem dificuldade de locomoção precisa planejar com calma. A gente subestimou a subida no primeiro dia e sentiu as panturrilha à noite.
Começamos pela Praça Tiradentes, o coração da cidade, onde fica o Museu da Inconfidência, instalado na antiga Casa de Câmara e Cadeia, guarda os restos mortais dos inconfidentes e objetos do periodo.
No entorno estão a Casa dos Contos, antiga fundição de ouro, e o Museu do Oratório. À noite, a iluminação amarela sobre as ruas de pedra deixa o centro historico com um clima que pede passeio sem destino, de mãos dadas. Foi o nosso fim de noite favorito da viagem.
Dia 2 – As igrejas de Ouro Preto
Ouro Preto tem 13 igrejas barroca, e cada uma guarda um pedaço da história da cidade. A nossa sugestão: escolhe três ou quatro e visita com calma, sem tentar abraçar tudo num dia só.
A Igreja de São Francisco de Assis é a obra-prima. Projeto de Aleijadinho, com a portada em pedra-sabão esculpida por ele e a pintura do forro feita por Mestre Ataíde, é considerada o apice do barroco brasileiro. A gente ficou um bom tempo só olhando o teto.
A Matriz de Nossa Senhora do Pilar é a mais opulenta: cerca de 400 quilos de ouro e prata recobrem a talha do interior, o que faz dela uma das igrejas mais rica das Américas. Impressiona até quem não é ligado em arte sacra.
A Igreja de Santa Efigênia dos Pretos, no alto de um morro, foi erguida por escravizados e libertos. A subida cansa, mas a vista da cidade lá de cima é a melhor de todas.
A maioria cobra ingresso à parte (valores modesto), fecha na hora do almoço e não permite fotos internas. Os horários variam bastante e muitas fecham às segundas, então a gente conferia tudo na véspera, ainda no hotel.
A Igreja de São Francisco de Assis é a obra-prima. Projeto de Aleijadinho, com a portada em pedra-sabão esculpida por ele e a pintura do forro feita por Mestre Ataíde, é considerada o apice do barroco brasileiro. A gente ficou um bom tempo só olhando o teto.
A Matriz de Nossa Senhora do Pilar é a mais opulenta: cerca de 400 quilos de ouro e prata recobrem a talha do interior, o que faz dela uma das igrejas mais rica das Américas. Impressiona até quem não é ligado em arte sacra.
A Igreja de Santa Efigênia dos Pretos, no alto de um morro, foi erguida por escravizados e libertos. A subida cansa, mas a vista da cidade lá de cima é a melhor de todas.
A maioria cobra ingresso à parte (valores modesto), fecha na hora do almoço e não permite fotos internas. Os horários variam bastante e muitas fecham às segundas, então a gente conferia tudo na véspera, ainda no hotel.
Dia 3 – Mariana e a Mina da Passagem
Mariana fica a apenas 12 km de Ouro Preto e foi a primeira capital de Minas Gerais. É mais plana e tranquila que a vizinha, depois de dois dias de ladeira, as nossas pernas agradeceram.
A Praça Minas Gerais é considerada um dos conjuntos arquitetonicos coloniais mais harmoniosos do país, com as igrejas de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo lado a lado e o Pelourinho ao centro.
Na Catedral da Sé ta o órgão Arp Schnitger, construído na Alemanha em 1701 e trazido pra Mariana. Tem concertos em dias especificos da semana e, se der pra encaixar na agenda, vale muito a pena.
Entre as duas cidades fica a Mina da Passagem, a maior mina de ouro aberta à visitação no mundo. A gente desceu cerca de 120 metros num vagão sobre trilhos até galerias com lagos subterraneos de água transparente, um passeio meio aventura, meio aula de história. A visita é guiada e leva por volta de 1 hora.
O trem turistico Vale entre Ouro Preto e Mariana opera em dias determinados e é uma alternativa charmosa ao carro. A gente não conseguiu pegar pq os horários não bateram, então confere a operação antes pra não passar pelo mesmo.
A Praça Minas Gerais é considerada um dos conjuntos arquitetonicos coloniais mais harmoniosos do país, com as igrejas de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo lado a lado e o Pelourinho ao centro.
Na Catedral da Sé ta o órgão Arp Schnitger, construído na Alemanha em 1701 e trazido pra Mariana. Tem concertos em dias especificos da semana e, se der pra encaixar na agenda, vale muito a pena.
Entre as duas cidades fica a Mina da Passagem, a maior mina de ouro aberta à visitação no mundo. A gente desceu cerca de 120 metros num vagão sobre trilhos até galerias com lagos subterraneos de água transparente, um passeio meio aventura, meio aula de história. A visita é guiada e leva por volta de 1 hora.
O trem turistico Vale entre Ouro Preto e Mariana opera em dias determinados e é uma alternativa charmosa ao carro. A gente não conseguiu pegar pq os horários não bateram, então confere a operação antes pra não passar pelo mesmo.
Dia 4 – Congonhas e chegada a Tiradentes
No caminho de Ouro Preto pra Tiradentes, a parada em Congonhas (cerca de 60 km) não é opcional. É parada mesmo, sem discussão.
No adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos estão os 12 Profetas esculpidos por Aleijadinho em pedra-sabão entre 1800 e 1805. O conjunto é Patrimônio Mundial e considerado o auge da escultura barroca na América Latina. Ver ao vivo é outra coisa: cada profeta tem uma expressão diferente, e a gente ficou rodando em volta deles tentando escolher um favorito. Abaixo, nas capelas dos Passos, estão as 66 figuras em madeira que representam a Paixão de Cristo.
Reserva pelo menos 2 horas. As esculturas ficam ao ar livre e a visita é gratuita.
Dali seguimos pra Tiradentes (mais 110 km, cerca de 1h30). A cidade é pequena, quase toda de casario colonial, e virou um dos destinos gastronomicos mais respeitados do país, é sede de um festival de cultura e gastronomia conhecido nacionalmente.
A comida mineira aqui é levada a sério, do feijão-tropeiro ao frango com quiabo. A gente jantou muito bem e saiu do restaurante descendo a ladeira devagarinho, feliz da vida.
No adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos estão os 12 Profetas esculpidos por Aleijadinho em pedra-sabão entre 1800 e 1805. O conjunto é Patrimônio Mundial e considerado o auge da escultura barroca na América Latina. Ver ao vivo é outra coisa: cada profeta tem uma expressão diferente, e a gente ficou rodando em volta deles tentando escolher um favorito. Abaixo, nas capelas dos Passos, estão as 66 figuras em madeira que representam a Paixão de Cristo.
Reserva pelo menos 2 horas. As esculturas ficam ao ar livre e a visita é gratuita.
Dali seguimos pra Tiradentes (mais 110 km, cerca de 1h30). A cidade é pequena, quase toda de casario colonial, e virou um dos destinos gastronomicos mais respeitados do país, é sede de um festival de cultura e gastronomia conhecido nacionalmente.
A comida mineira aqui é levada a sério, do feijão-tropeiro ao frango com quiabo. A gente jantou muito bem e saiu do restaurante descendo a ladeira devagarinho, feliz da vida.
Dia 5 – Tiradentes, maria-fumaça e volta
O ultimo dia começou na Matriz de Santo Antônio, uma das igrejas mais ricas em talha dourada de Minas, com um órgão português de 1798 e um relógio de sol na fachada.
Depois a gente caminhou pelo Largo das Forras, a praça principal, e subiu a Rua da Câmara até o Chafariz de São José, de 1749, que até hoje é abastecido pela mesma nascente.
O passeio mais tradicional da região é a maria-fumaça entre Tiradentes e São João del-Rei: uma locomotiva a vapor de 1880 que percorre 12 km em cerca de 35 minutos, atravessando a Serra de São José. Ela opera em dias especificos, normalmente de quinta a domingo e feriados, e a operação muda ao longo do ano, a gente confirmou os horários um dia antes e recomenda fazer o mesmo.
Em São João del-Rei, a Igreja de São Francisco de Assis tem outra portada de Aleijadinho e, no cemitério ao lado, ta sepultado Tancredo Neves.
Sobre quando ir: Minas é boa o ano inteiro. De abril a setembro o tempo é seco e ameno, ideal pra caminhar. De novembro a março chove com frequencia à tarde, e aí as ladeiras de pedra ficam escorregadias, a gente quase escorregou numa delas e não recomenda a experiência.
Depois a gente caminhou pelo Largo das Forras, a praça principal, e subiu a Rua da Câmara até o Chafariz de São José, de 1749, que até hoje é abastecido pela mesma nascente.
O passeio mais tradicional da região é a maria-fumaça entre Tiradentes e São João del-Rei: uma locomotiva a vapor de 1880 que percorre 12 km em cerca de 35 minutos, atravessando a Serra de São José. Ela opera em dias especificos, normalmente de quinta a domingo e feriados, e a operação muda ao longo do ano, a gente confirmou os horários um dia antes e recomenda fazer o mesmo.
Em São João del-Rei, a Igreja de São Francisco de Assis tem outra portada de Aleijadinho e, no cemitério ao lado, ta sepultado Tancredo Neves.
Sobre quando ir: Minas é boa o ano inteiro. De abril a setembro o tempo é seco e ameno, ideal pra caminhar. De novembro a março chove com frequencia à tarde, e aí as ladeiras de pedra ficam escorregadias, a gente quase escorregou numa delas e não recomenda a experiência.
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