Pular para o conteúdo

Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu em 7 dias

Cusco, Peru 7 dia(s) Aventura R$ 8.000,00
Avatar de Olimpia Mariapor Olimpia Maria11/09/20260 visualizações
Imprimir / PDF
Foto de capa do roteiro Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu em 7 dias

Sete dias no Peru, com a aclimatação feita direito: Cusco, Vale Sagrado, Ollantaytambo e Machu Picchu. Explico como funciona o sistema atual de circuitos e ingressos da cidadela (USD 60, com horário marcado), por que Huayna Picchu só sai com o Circuito 3 e o que a gente fez para o soroche não estragar a viagem.

Mapa do roteiro

Dia 1 – Chegada a Cusco e aclimatação

Cusco fica a 3.400 metros de altitude, então esse primeiro dia nem é passeio: é adaptação. O mal de altitude, o famoso soroche, derruba muita gente que desembarca e já sai andando.

O que funcionou pra gente: nas primeiras horas, anda devagar e sem esforço. Bebe muita água, come leve (nada de refeição pesada) e deixa o alcool pro dia seguinte. O mate de coca que os hoteis oferecem ajuda mesmo. Se vc sabe que é propenso, conversa com seu médico antes da viagem sobre acetazolamida.

Dor de cabeça leve, falta de ar e uma noite de sono ruim são normais nas primeiras 24 horas. Mas se vier vomito persistente, confusão mental ou falta de ar mesmo parado, procura atendimento, vários hoteis tem oxigênio.

A tarde foi só pra conhecer a Plaza de Armas com calma, sentado num banco. A Catedral e a Igreja da Companhia de Jesus emolduram a praça, as duas erguidas em cima de bases incas.

Sobre documento: brasileiros entram no Peru com RG em bom estado (emitido há menos de 10 anos) ou passaporte.

Dia 2 – Cusco: Qorikancha, San Blas e Sacsayhuamán

Segundo dia, já mais adaptados, e finalmente dava pra caminhar, ainda sem exagero.

O Qorikancha era o templo mais sagrado do imperio inca, todo recoberto de placas de ouro. Os espanhóis construíram o Convento de Santo Domingo por cima, e o resultado é uma sobreposição impressionante: a alvenaria inca, perfeita e sem argamassa, segurando a construção colonial. Nunca vi nada igual.

De lá subimos ao bairro de San Blas, de ruas estreitas e ateliês de artesãos. No caminho fica a Pedra dos Doze Angulos, o exemplo mais famoso do encaixe inca.

Sacsayhuamán, no alto da cidade, é a fortaleza cerimonial com blocos de mais de 100 toneladas encaixados sem nenhuma liga. São 20 minutos de carro ou uma subida bem puxada a pé, fomos de táxi e não nos arrependemos.

Importante: a maioria dos sítios pede o Boleto Turístico del Cusco, um passe único que libera vários pontos (tem versão integral e parcial). Compra logo no começo, pq na maior parte dos lugares não existe entrada avulsa.

Dia 3 – Vale Sagrado: Pisac, Maras e Moray

O Vale Sagrado fica mais baixo que Cusco, por volta de 2.800 metros, o que ajuda muito na aclimatação, tanta gente prefere dormir lá nas primeiras noites, e a gente faria isso numa proxima vez.

Pisac tem dois atrativos: o sítio arqueológico no alto do morro, com terraços agricolas descendo a encosta, e o mercado artesanal na vila, um dos melhores do Peru pra tecidos de alpaca e ceramica. Pechincha sem vergonha.

Moray é um conjunto de terraços circulares concentricos que funcionava como laboratório agricola: cada nível tem um microclima próprio, com diferença de até 15 °C entre o topo e o fundo, e era assim que os incas testavam cultivos. Engenhoso demais.

As Salineras de Maras são mais de 3.000 poços de sal escalonados na encosta, explorados desde antes dos incas e trabalhados até hoje por familias locais. A vista é unica, daquelas que a foto não da conta.

A maioria das pessoas faz esse dia em tour organizado (a partir de cerca de USD 30, sem as entradas). De carro alugado da pra ir no seu ritmo.

Dia 4 – Ollantaytambo e trem para Aguas Calientes

Ollantaytambo é a cidade inca mais bem preservada que existe: as ruas e os canais de água ainda são os originais, e tem gente morando nas mesmas construções há seculos. Andar ali é estranho e lindo ao mesmo tempo.

O sítio arqueológico tem terraços monumentais subindo a encosta até o Templo do Sol, com blocos de pedra rosada trazidos de uma pedreira do outro lado do vale. Foi ali que os incas venceram uma das poucas batalhas contra os espanhóis.

É de Ollantaytambo que sai o trem pra Aguas Calientes (oficialmente Machupicchu Pueblo), a única forma de chegar à base da cidadela sem fazer trilha. É cerca de 1h30 por um vale fechado, acompanhando o Rio Urubamba, viagem bonita demais. As operadoras são PeruRail e IncaRail, e os preços variam bastante conforme a categoria e a antecedência, então compra com semanas de folga.

Dorme em Aguas Calientes pra entrar em Machu Picchu logo na abertura no dia seguinte. Faz diferença, acredite.

Dia 5 – O grande dia: Machu Picchu

O dia principal da viagem. Antes de comprar, entenda o sistema, pq ele mudou nos ultimos anos e confunde muita gente, a gente mesmo quase errou na hora da compra.

Os ingressos são vendidos no site oficial tuboleto.cultura.pe, com data, turno e circuito definidos. Pra adulto estrangeiro sai por cerca de USD 60. Os turnos são manhã (6h às 12h), tarde (12h às 18h) ou integral.

Existem três circuitos, e a escolha muda o que vc vê:

Circuito 1 (Panorâmico): sobe às plataformas superiores. É o da foto clássica vista de cima, e o percurso mais curto.
Circuito 2 (Clássico): o mais recomendado pra primeira visita, passa pelo mirante e depois desce pro setor urbano da cidadela.
Circuito 3 (Realeza): foca a parte baixa e é o único que da acesso à subida do Huayna Picchu (rota 3-A), limitada a 400 pessoas por dia.

Compra com pelo menos 1 mês de antecedência, e 3 meses se quiser Huayna Picchu ou o Circuito Clássico em alta temporada. Guia é obrigatório na entrada; da pra contratar no portão, mas sai mais caro.

De Aguas Calientes, os ônibus sobem a cada poucos minutos (uns 30 min de estrada). A pé são cerca de 1h30 de escadaria íngreme, só pros fortes.

Dia 6 – Montanha Colorida ou descanso em Cusco

Aqui o roteiro se divide conforme o seu preparo fisico, e não tem escolha errada.

A Montanha Colorida (Vinicunca) virou o segundo passeio mais procurado da região. O visual das faixas minerais coloridas impressiona, mas vou ser realista: o mirante fica a 5.200 metros de altitude, mais alto que qualquer ponto do Brasil. Os tours saem por volta das 3h da manhã, a caminhada final leva de 1h a 1h30 subindo com ar rarefeito, e tem cavalos pra quem cansar no meio do caminho. Só encara se já tiver bem aclimatado.

Uma alternativa menos extrema e igualmente bonita é a Laguna Humantay, a 4.200 metros, com trilha mais curta.

Se a ideia for descansar, Cusco rende um dia inteiro: Museu Inka, Mercado San Pedro (ótimo pra sucos e comida local), Igreja de San Blas e as lojas de tecido de alpaca. Aproveita pra provar ceviche, lomo saltado e, se tiver coragem, o cuy.

Dia 7 – Últimas compras e retorno

Manhã com calma pras últimas compras. O Mercado San Pedro e as lojas em volta da Plaza de Armas são os melhores lugares pra tecidos, mantas e peças de alpaca, só confere a etiqueta, pq muita coisa vendida como alpaca é mistura sintética. Peça de baby alpaca legitima é macia e não coça.

O aeroporto de Cusco opera principalmente voos domesticos, quase sempre com conexão em Lima. Os voos da manhã cancelam menos: à tarde o vento aumenta na região e os atrasos são frequentes. Deixa folga na conexão internacional.

E o resumo do que a gente aprendeu: a melhor época é a estação seca, de maio a setembro, com céu limpo e trilhas firmes, é também a alta temporada. De novembro a março chove bastante, e a Trilha Inca fecha em fevereiro pra manutenção. A moeda é o sol: cartão funciona bem em Cusco, mas leva dinheiro pra mercados, gorjetas e vilarejos. E sobre a altitude, a regra de ouro é subir gradualmente, vai de Cusco pro Vale Sagrado antes de encarar pontos mais altos.

Lista de bagagem

0 de 16 itens ·

Marque o que já separou — seu progresso fica salvo apenas neste navegador.

Documentos

Saúde

Calçados

Roupas

Diversos

Dinheiro

Eletrônicos

Galeria de fotos

Comentários (0)

Entre na sua conta para comentar.

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!