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Salvador e Morro de São Paulo em 7 dias

Salvador, Bahia 7 dia(s) Cultural R$ 3.800,00
Avatar de Olimpia Mariapor Olimpia MariaPublicado em 10/09/2026Atualizado em 14/10/20268 visualizações
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Foto de capa do roteiro Salvador e Morro de São Paulo em 7 dias

Passei uma semana na Bahia: comecei no Pelourinho e no Farol da Barra e terminei nas praias sem carro de Morro de São Paulo. Deixo aqui os horários e o preço atual do catamarã, a taxa de preservação cobrada na chegada à ilha, a diferença entre a Primeira e a Quarta Praia e o bate-volta à Praia do Forte.

Mapa do roteiro

Dia 1 – Chegada e Pelourinho

Gente, Salvador foi a primeira capital do Brasil, sabia? E o Centro Histórico é Patrimônio Mundial da Unesco, muito lindo mesmo. Comecei pelo Elevador Lacerda, que liga a Cidade Baixa à Cidade Alta desde 1873: são 72 metros em uns 20 segundos, por uma grana simbólica.

Lá em cima já dá de cara com a Praça Municipal, que abre pro Pelourinho. Fui na Igreja e Convento de São Francisco, uma das obras-primas do barroco mundial: o interior é todo coberto de talha dourada, tipo um lugar que te deixa sem palavras mesmo. Ainda passei pela Catedral Basílica e pela Igreja do Rosário dos Pretos, erguida por escravizados.

O conjunto é lindo demais, mas fiquei ligado nos pertences o tempo todo e preferi andar de dia. À noite o Pelourinho é tranquilo nas áreas mais movimentadas, e nas terças rola a Terça da Bênção, com música ao vivo pelas ruas. Se der pra encaixar numa terça, vale muito a pena!

Pra jantar, é acarajé de tabuleiro ou moqueca em algum restaurante da região. Fui nos dois, em noites diferentes, e não consigo dizer qual eu mais gostei.

Dia 2 – Barra, Farol e orla

Hoje foi um dia mais tranquilo, de orla. Fui no Farol da Barra, que fica dentro do Forte de Santo Antônio da Barra (de 1698). Tem o Museu Náutico lá dentro e é exatamente o ponto onde a Baía de Todos os Santos encontra o oceano. Sério, é o melhor lugar da cidade pra ver o pôr do sol. Cheguei mais cedo pra garantir um bom lugar, recomendo fazer o mesmo!

Bem do lado tem a Praia do Porto da Barra, protegida e com mar calmo, uma das poucas praias urbanas aqui que realmente dá pra curtir um banho de mar.

De lá segui pela orla até o Rio Vermelho, o bairro mais boêmio, com as baianas de acarajé mais famosas (Dinha e Cira, no Largo da Mariquita) e onde rola a festa de Iemanjá, dia 2 de fevereiro.

Se sobrar tempo, dá uma passada no Mercado Modelo, na Cidade Baixa: é o point clássico pra comprar artesanato, fitinha do Senhor do Bonfim e tempero.

Dia 3 – Bate-volta à Praia do Forte

A Praia do Forte fica uns 80 km ao norte de Salvador, tipo 1h15 pela Linha Verde. É uma vila bem charmosa, com uma rua principal só de pedestre, cheia de loja e restaurante.

O motivo principal de ir lá é o Projeto Tamar, que cuida da conservação das tartarugas marinhas desde 1980. Os tanques são abertos e dá pra ver de pertinho várias espécies, e ainda explicam certinho todo o trabalho de proteção das desovas. Se você for entre setembro e março, pega a temporada reprodutiva.

A vila também tem o Castelo Garcia D'Ávila, uma ruína do século 16, a única construção em estilo castelo medieval das Américas, olha que coisa.

Quem preferir ficar na cidade mesmo, dá pra fazer o passeio de escuna pela Baía de Todos os Santos até a Ilha dos Frades e a Ilha de Itaparica.

Dia 4 – Catamarã para Morro de São Paulo

A travessia sai do Terminal Náutico de Salvador, bem em frente ao Mercado Modelo, e demora umas 2h30. A passagem sai por uns R$ 128 o trecho. Tem cinco saídas por dia de Salvador (8h30, 9h, 10h30, 13h e 14h30) e quatro na volta (9h, 11h30, 13h e 15h). Na alta temporada, compra com antecedência que enche rápido.

O mar aberto entre a Baía de Todos os Santos e a ilha costuma balançar bastante, principalmente à tarde. Se você enjoa fácil, toma o remédio antes de embarcar e escolhe a saída da manhã, eu não arriscaria pegar a da tarde não.

Na chegada tem que pagar a TUPA, a taxa de preservação ambiental de Cairu. Desde 1º de agosto de 2026 o valor é R$ 90 por pessoa, pago ali no píer de desembarque. Criança até 5 anos não paga.

Ah, e em Morro de São Paulo não passa carro: a bagagem vai no carrinho de mão dos carregadores (combina o preço antes de fechar!). Guardei a tarde pra curtir a Primeira e a Segunda Praia, que é onde fica o agito.

Dia 5 – Da Terceira à Quarta Praia

As praias do Morro são numeradas na ordem em que aparecem, e cada uma tem uma cara diferente. Saber isso ajuda muito na hora de escolher onde ficar.

A Primeira é pequena e tem a tirolesa. A Segunda é onde concentra bar, festa, o maior movimento mesmo. A Terceira é mais tranquila, com piscina natural na maré baixa e os barcos de passeio. E a Quarta é a maior, bem mais larga e sossegada, com resort e uma faixa de areia que parece não acabar nunca.

Caminhei da Segunda até a Quarta pela areia (na maré baixa dá pra fazer tudo a pé, uns 40 minutos) e escolhi um barzinho pra ficar o dia todo.

No fim da tarde subi até o Farol e as ruínas da Fortaleza de Nossa Senhora da Estrela, do século 17, pra ver o pôr do sol sobre o mar e o continente. Foi, sem dúvida, o momento mais bonito da semana.

Dia 6 – Volta à ilha de barco e Gamboa

O passeio mais procurado por aqui é a Volta à Ilha, de barco (uns R$ 120 a R$ 160 por pessoa, o dia inteiro). Ele contorna a ilha de Tinharé, com paradas em Garapuá, na Piscina Natural de Moreré, onde a água fica cristalina na maré baixa, e em Boipeba, a ilha vizinha, ainda mais preservada.

Uma opção mais curta e mais barata é atravessar a pé até a Gamboa, o vilarejo vizinho. Na maré baixa dá pra ir pela praia em uns 40 minutos, passando pela Fonte Grande. Lá tem aquele banco de argila famoso, onde o pessoal se cobre de lama medicinal e depois mergulha no mar. Super vale a pena entrar na brincadeira.

Na última noite, jantei na Segunda Praia: bobó de camarão de um lado, casquinha de siri do outro, e a mesa toda feliz.

Dia 7 – Retorno a Salvador

Programa a volta com folga, isso aqui é sério. Se o seu voo sai no fim da tarde, pega o catamarã das 9h ou das 11h30: soma as 2h30 de travessia, o traslado até o aeroporto e uma margem pra atraso, que é comum quando o mar tá mais agitado.

Tem uma opção mais rápida, e mais cara, que é o voo panorâmico de teco-teco entre o Morro e Salvador: uns 25 minutos e ainda rende uma vista aérea linda do arquipélago.

Se sobrar um tempinho em Salvador, dá uma passada na Igreja do Senhor do Bonfim, na Cidade Baixa, a mais popular da cidade, onde todo mundo amarra aquelas fitinhas coloridas, com três nós e três pedidos.

E sobre a melhor época pra ir: de setembro a março tem sol firme, que é a melhor janela. De abril a julho chove mais em toda a costa baiana. Fevereiro tem Carnaval: se você curte festa é a data certa, mas prepare o bolso porque fica caro e a cidade lota.

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