Fernando de Noronha em 6 dias: as praias mais bonitas do Brasil
Seis dias para conhecer Noronha sem correria: Baía do Sancho, Baía dos Porcos, Praia do Leão e o mergulho nas piscinas naturais da Atalaia. O roteiro explica as taxas obrigatórias, como agendar as trilhas com o ICMBio e a diferença entre o mar de dentro e o mar de fora — informação que muda completamente o planejamento dos dias.
Mapa do roteiro
Dia 1 – Chegada, taxas e pôr do sol no Boldró
Depois de se acomodar na pousada (a maioria fica na Vila dos Remédios ou no Floresta Nova), alugue um buggy ou uma moto elétrica — é o jeito mais prático de circular, já que a ilha tem uma única estrada principal.
Termine o dia no Forte do Boldró para o primeiro pôr do sol. Leve uma cerveja gelada e chegue com pelo menos 40 minutos de antecedência, porque o lugar lota.
Dia 2 – Baía do Sancho e Baía dos Porcos
A água do Sancho é transparente a ponto de você ver os cardumes sem máscara. Leve seu snorkel: as tartarugas aparecem com frequência perto das pedras à esquerda.
Da Sancho dá para caminhar até a Baía dos Porcos na maré baixa. É uma praia pequena, de pedras, com as piscinas naturais que emolduram a foto clássica do Morro Dois Irmãos. O visual é o mais icônico da ilha.
Termine no Mirante dos Dois Irmãos, logo acima, para ver o sol se pôr exatamente atrás das duas rochas gêmeas.
Dia 3 – Passeio de barco e Baía dos Golfinhos
O ponto alto é a passagem pela Baía dos Golfinhos, onde centenas de golfinhos-rotadores descansam de manhã. Eles costumam acompanhar o barco e saltar na proa — é a cena mais lembrada por quem visita a ilha. Importante: por regra ambiental, é proibido entrar na água na baía; a observação é feita do barco.
O passeio inclui uma parada para banho de mar aberto, geralmente na altura da Praia do Sancho vista do mar. Preço médio: R$ 250 a R$ 350 por pessoa.
À tarde, relaxe na Praia da Conceição, a mais estruturada da ilha, com bares na areia e um mar bom para ficar boiando.
Dia 4 – Piscinas naturais da Atalaia e Praia do Leão
A piscina natural da Atalaia é um aquário de água rasa e quente, cheio de peixes, polvos e pequenos tubarões-lixa. O tempo de permanência é cronometrado em 20 minutos e só é permitido snorkel (nada de protetor solar, nem mesmo biodegradável, para não contaminar a água). Respeite as regras: a fiscalização é rigorosa e por bons motivos.
À tarde, vá para a Praia do Leão, no mar de fora. É uma praia grande, deserta e de beleza selvagem, principal área de desova das tartarugas-de-pente entre janeiro e junho. O mar costuma ser forte — vale mais pela paisagem do que pelo banho.
Dia 5 – Ilha Tour, Cacimba do Padre e mergulho
Se você mergulha (ou quer fazer um batismo), Noronha está entre os melhores pontos do Atlântico: visibilidade que passa dos 30 metros, naufrágio do Corveta V17 e chance real de ver tubarões-limão, arraias e tartarugas. Um batismo custa em torno de R$ 500.
No fim da tarde, vá para a Cacimba do Padre. É a praia dos campeonatos de surfe (a onda quebra forte de dezembro a março) e o melhor ângulo para fotografar o Morro Dois Irmãos de perto, com a luz dourada batendo de frente.
Dia 6 – Forte dos Remédios e despedida
Desça depois para a Vila dos Remédios e visite a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios e as lojinhas de artesanato da rua principal. É onde ficam também os melhores restaurantes da ilha, se quiser fazer uma última refeição com calma.
Se o voo for no fim da tarde, ainda dá tempo de um mergulho rápido na Praia do Porto ou na Praia do Cachorro, ambas a poucos minutos a pé da Vila.
Dica de planejamento: a época mais seca e com melhor visibilidade para mergulho vai de agosto a dezembro. De março a julho chove mais e o mar de fora fica agitado.
Lista de bagagem
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